Capítulo 34
O tempo vai passando como nunca tão rápido. Sinto que vamos piscar e estaremos em BH. De preferência que pisquemos de novo e estejamos já na nossa casa que segue de vento em popa... Isso é, na medida em que a chuva de verão em BH deixa. Mas sentimo-nos tão seguros com Ana Elisa à frente da obra. As menores decisões são tomadas aqui em comum acordo e temos construído algo que extrapola a capacidade de entendimento via Internet e Telefone. É incrível o que um relacionamento de 27 anos pode fazer pelo entendimento mesmo a distância.
Acabei de deixar sair mais um grupo de missionários. Dona Emerita que estava aqui já pela quinta vez (nossa visitante mais fiel!) chorou como criança com a saída de Sister Fletcher, de quem se tornou amiga chegada. Tivemos uma ótima reunião de Testemunhos na segunda a noite, quando eles foram incentivados a compartilhar experiências especiais. Quantos milagres na vidas das pessoas e na deles! Sei que Deus está à frente dessa obra. Sem a menor dúvida: Ele comanda dos Céus o trabalho desses guris, transformados em gigantes nas suas mãos. Ao final perguntou-me: “Como seu coração aguenta tudo isso a cada seis semanas?” Na verdade, vou embora sem saber. Mas fica um vazio e as lágrimas ainda insistem em cair. Lembro –me que das primeiras vezes: eram lágrimas meio tristes, mas agora, substituí-as pelas de alegria, por perceber que esse jovens foram vitoriosos, venceram uma batalha especial, indo muito além de sua capacidade individual. Lutaram ao nosso lado e isso não foi ao acaso. Convenço-me mais e mais que há muito mais proximidade que creditamos a esses dois anos.


De um dos “saíntes” recebi a declaração de amor mais espontânea e sincera que poderia esperar. Elder Zimbelmman, um rapaz que está indo embora e que mudou muito aqui na Missão, foi " dar o seu testemunho de despedida " na Conferência de Zona e depois de expressar amor e admiração pelo Presidente, continuou:“Bem, eu amo tanto a Sister Myrrha que Presidente, não me leve a mal, mas .. mas.. Presidente, eu não quero casar-me com a Sister Myrrha, mas... eu vou ter que achar uma moça muito muito boa!!!!” Não disse tudo o que pensava, mas deixou bem claro a força que temos na vida deles. Dia desses estava falando com Elder Frota e ele dizendo do quanto aprendeu conosco e o tanto que se lembra de nós em tudo , a cada dia... E disse " Você me ensinou tudo... até a cumprimentar. Não é a toa que meus filhos vão se chamar Rodrigo e Alessandra!” Parece que o aproximar de nossa saída os deixa na urgência de expressar o carinho que sentem e “arrecém” Elder Moda achegou-se e declarou: “Sister... você é tão importante pra mim... você cuida de mim melhor que minha mãe... Minha mãe nunca me ensinou a escovar os dentes e usar fio dental. Minha mãe nunca fez questão que eu comesse verduras. Você ensinou isso às irmãs e agora elas fazem sempre muitas saladas para nós. Obrigada Sister. Como poderemos viver sem você?” É muito querer, não é? Expresso por nós e por eles, repleto do puro amor de Deus que aqui se derrama em profusão no coração dos filhos dos Homens. Obra sagrada. Sem dúvida.
Bem, tenho notícias tão antigas depois de tanto tempo sem escrever...
Janeiro foi um mês movimentado com 3 chegadas. Recebemos o grupo normal do dia 05, logo após a saída de Elder Coelho, nosso grande Elder Coelho. Ainda sinto falta dele, aquele gigante de 2 metros, de uma simplicidade e amorosidade que conquista a todos. No seu último domingo na Igreja foi engraçado ver várias mulheres chorando... muitas moças... mas um coração tão puro não desperta suspeita e até Rodrigo brincava: “Olhem as viúvas de Elder Coelho!!! “ Verdade...deixou várias. Seguiu para o mundo solitário e triste com todos os desafios que era esperado que tivesse. Mas está bem, não voltará ao lugar de onde saiu, garanti isso a ele. Está em outro patamar e isso fará diferença eterna na sua vida. Quando me abraçou em São Paulo, mergulhava a cabeça no meu colo, dobrando –se ao meio... que proximidade gostosa, que calor para aquecer um coração que por vezes sofre pela distância de uns poucos.


Logo depois o visto de muitos americanos que estavam retidos nos EUA chegou e eles vieram, faceiros depois de por vezes até 14 semanas no CTM de Provo. Não tiveram a experiência normal de virem direto a São Paulo e aqui ficarem em treinamento por 9 semanas. Oramos muito por essas liberações e cada uma correspondia também a uma mãe aflita escrevendo-me no Facebook para contar que finalmente receberíamos seu querido filho aqui. Tem sido mais e mais interessante esse contato que mantenho com as mães, sempre tão agradecidas, expressando sua confiança em nós, reverberando o amor que sentem que os filhos nos desenvolvem, experiências que lhes relatam de seu aprendizado aqui em terras tupiniquins. Tempos atrás Elder Anderson torceu o pé. Como houve uma pequena trinca, achei por bem telefonar para a família. Ela depois nos escreveu agradecendo o contato e explicando: “Fiquei realmente aflita quando o e-mail dele chegou na quarta (e não na segunda como era esperado) por que seu irmão teve sérios problemas durante sua missão com um acidente parecido. Quando o telefone tocou estávamos procurando o número da casa da Missão e ainda disse a meu marido: Não atenda, precisamos ligar para a casa da Missão. Mas era você , que nos tranqüilizou. Que benção! Primeiro Deus fez o e-mail atrasar, depois inspirou você a nos contatar para que ficássemos tranqüilos.”Somos mesmo como famílias estendidas, numa relação que ultrapassa a língua e a cultura. Filhos de um mesmo Deus.
Ainda recebemos outro casal nesse mês de Janeiro movimentado. Um casal já conhecido, Elder Robert e Sister Rhea Miner e com muitas referências anteriores. Ele serviu como missionário em 1967 em Belo Horizonte e tem fotos preciosas daqueles primeiros membros da Igreja, gente que conheci 2 anos depois quando nossa família se filiou a Igreja e que foram nossos primeiros amigos no Evangelho. Alguns desses ainda presentes. A filha deles servia conosco quando chegamos e foi embora em Novembro de 2007, pouco depois de nossa chegada. Os pais vieram buscá-la e assim é que os conhecíamos de “outros carnavais.” Vieram por insistência da filha, que os queria na sua “amada Missão”. Estão em Santiago, também ajudando com a música, e são mais uma confirmação de que Deus está a frente disso tudo.



Interessante isso de ter tido 3 Sísteres sêniores capazes de ensinar música. Sister Fletcher, esse anjo em minha vida, foi embora agora e deixou um rastro de boas obras por onde passou. Esteve 10 meses aqui em Santa Maria e ensinou a muitos . Esteve outro tanto de tempo em Santo Ângelo e nesse período viajou incrivelmente por entre Santa Maria, São Luiz Gonzaga e Santa Rosa, além de Santo Ângelo em si. Ensinou música e piano a muitos com um método próprio e muito esforço na comunicação complicada. O recital de despedida em Santo Ângelo foi algo realmente muito especial. Tantos se apresentando com segurança e firmeza. Capazes de ajudar a elevar o nível de espiritualidade numa reunião da Igreja. Uma benção. Sister Laing que foi embora em Dezembro ainda ensinou música por onde passou e podemos dizer que resolveu por muitos anos o problema da música em São Borja. Estivemos lá para a Conferência do Distrito e que bom coral... bons pianistas, boas regentes. Uma alegria, uma resposta às minhas orações aflitas por saber ser necessário algo que não poderia administrar por mim mesma. Em resposta, Sister Fletcher, Sister Laing, Sister Miner. Deus ouve nossas sinceras orações.
As conferências de Zona de Janeiro foram interessantes com as atividades de alongamento para os missionários. Já concluí por conta própria que nenhum deles morrerá cardíaco na Missão, mas muitos irão pra casa por problemas nos joelhos. Então ensino que dos 30 minutos diários de atividades físicas, deverão dedicar pelo menos a metade para alongamentos. E ainda comento: “Só existe uma mulher legalmente interessada em vocês aqui na Missão: EU! “ E concluo: “E não estou interessada em observar tríceps, bíceps, barriga de tanquinho!!!” Eles se riem. Ainda costumo perguntar: “Quais são as duas coisas que mandam missionários para casa?” A reposta vem rápida: “Pecado e Joelho!!!” Também foi tempo de uvas e fomos muitas vezes pela última vez à Quarta Colônia para colher uvas nos parrerais de nossos amigos Dona Mariazinha Padoin ( e também Baggio). A cantina de Seu Vicentini nos oferece bons sucos de uva. Tonéis sendo colocados para inchar para então receberem o vinho fabricado ali mesmo. Caixas e caixas de uma uva muito doce, embora não tão viçosa quanto a colheita do ano passado, celebrada como a melhor em 20 anos. Depois de 3 anos e muitas visitas com o carro carregado de visitantes , somos de casa. E essa gente boa nos recebe como amigos. Foi também o tempo de p-days especiais com o staff ( assistentes e secretários) em balneários bem agradáveis e agora já fechados pelo fim da temporada ( ainda que hoje tenhamos tido mais de 30 graus...o outono ainda não chegou de vez nessas terras em que temos as quatro estações.)
Tivemos muitas visitas. Os pais de Elder Young vieram buscá-lo, Elder Ferreira de Curitiba veio a Santa Maria e também: Elder Eduardo de Embu das Artes, Sister Felício de Viamão, Elder Bueno (noivo de Natiele, uma boa moça daqui), Elder A Silva e Sister Barbosa de Sampa, Elder Eduardo de novo (agora interessado em Cris Barroso), Elder Gatto de BH ainda por aqui. Posso estar cometendo injustiça de não mencionar todos... isso é o que dá ficar muito tempo sem escrever... Mas no coração a alegria de tê-los entre nós foi sempre enorme! São meus, meus queridos. Ter Gil Filho então foi mais que bom. Dose dupla de alegria. É como ter um pouco do passado e do futuro por perto. È quase como ter Diogo ao redor, a sombra dele, o fiel escudeiro. Sempre tão prestativo, senti-me a vontade, cuidada nesses assuntos de Informática que sempre foram a praia dele. O mesmo menino que me abraça com carinho, me beija e alisa com intimidade de mãe. Sem ciúmes, Lúcia... Você partilha do Diogo o mesmo!!!
Temos aprendido mais e mais a aproveitar a fronteira. Vivemos no Mercosul !! Em Uruguaiana temos Passo de Los Libres, Argentina, onde temos os melhores restaurantes da nossa cidade vizinha... hahaha! Em São Borja temos Santo Tomé, Argentina também. Já disseram que é lá que tem o melhor hotel de São Borja, no Cassino já que o jogo é liberado mas não tivemos a chance de testar (o hotel... não o cassino... explica-se!). Em Santana do Livramento, temos Rivera, que entrou no mapa por sediar alguns jogos de futebol interessantes recentemente. Também é meu local de compras preferido. Somente uma rua nos separa e todo mundo fala espanhol e português. Compro queijos maravilhosos, perfumaria dos EUA, coisas de casa, sucrilhos para as atividades com os missionários, frios que duram 15 dias na geladeira (não agüento os presuntos brasileiros com prazo de 3 dias ...), perfumes, chocolates suíços, temperos, frutas secas, até lente de contato! Vou sentir falta desse free shop a disposição a cada 6 semanas...
As atividades se seguem com velocidade estonteante. Fevereiro não foi exceção. Bem no início de fevereiro tivemos nossa última Conferência de Estaca em Santa Maria. Elder Ronaldo Costa estava aqui e permitiu-nos despedir-nos de nossos amigos, principalmente recém conversos. Ao final, ajuntou-os e tivemos uma foto memorável, com a capela cheia daqueles que são os nossos frutos. Fiquei emocionada... Quantos vão se lembrar para sempre que enquanto estávamos aqui filiaram-se a Igreja? Quantos vão pensar em nós com carinho pelo que significamos de mudança eterna em suas vidas? Depois disso já nos despedimos de Santiago e São Borja. Logo outros seguirão. Estamos no tempo de fazer tudo pela última vez.
No Carnaval estivemos na Conferência do MAS no Hotel Morotin que reuniu muitos jovens de todo o estado. Encontramos amigos e filhos de amigos de Porto Alegre, Cruz Alta, Santa Maria... Falei sobre arbítrio e escolhas. Uma sequência de idéias fantástica de Elder Neal Maxwell de 2004... Aprendi tanto quanto ensinei e uma linha de pensamento clareou tanta coisa. Trouxe um certo ... desconforto e mesmo dor, mas aprendi que “de nada adianta uma dádiva se um homem não a recebe” e como foi dito a Moroni, “se os gentios não tem caridade, a ti não importa. Tu tens sido fiel.” . Tem gente que vive como o expressado pelo verso mais que raso de um compositor famoso "Deixe a vida me levar, vida leva eu...". Outros cantam como Almir Sater "Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.” A verdade, em última instância, é que como bem diz Caetano Veloso: “Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é." Difícil isso de aceitar o arbítrio de outros! Aprendizado para a vida toda!
Fiquei feliz que não tivesse mais 16 anos como Nathália que ficou "acampada" em um ginásio poliesportivo. Mas divertiu-se a valer, a despeito da lama, da chuva, da falta de jeito dos rapazes, da precariedade do banheiro. Voltou com uma roupa do exercito coberta de lama depois da trilha feita de madrugada, onde chegou a ficar atolada... sem conseguir se mexer... aff. Passei da idade mesmo. Esteve viajando quase as férias todas... Balneário Camboriú e Beto Carreiro (em viagem com a escola pelo término do Ensino Fundamental) Cabo Frio, Belo Horizonte, Buenos Aires. De ônibus a partir de Uruguaiana. Divertiu-se a valer com os tios, primos e vovó Pia em Cabo frio no ano Novo, mas no terceiro dia me ligou: “Mãe... saudade dos missionários... eles são tão purinhos...” Como bem definiu Adriana, ela quase está na Missão também!!! Verdade. Elevou muito seus padrões e seu desejo de viver retamente. Um vidão próprio da idade. Agora está que é só estudo... o ensino médio cobrando ainda mais de quem tem um grau de exigência tão alto.
Tivemos Saídas e Chegadas na segunda e terça do Feriadão. Um calor infernal. Era fácil dias e dias seguidos de temperaturas superiores a 40 graus. Tenho fotos do termômetro do carro: 44 às 7 da noite foi o recorde. Nesse dias recebemos outros americanos, também vindos diretos de Provo, onde estavam a temperaturas próximas de 0 graus. Foi difícil pra eles a longa viagem, o calor, uma noite com muitos mosquitos e sem ventilador... fico imaginando... que tormento ! Mas agora estão bem e adaptados. Os treinadores são essenciais e ajudam nessas horas de aprender tanto. Não é por acaso que chamam-se em “Off” de pai e filho, embora evitemos esses clichês.
Coisa engraçada aconteceu em Dezembro quando fomos a Cruz Alta e as duas fisioterapeutas que atendem os missionários por lá foram nos conhecer. Sabrina declarou: “É incrível o espírito que trazem ao consultório. Até os pacientes sentem falta deles quando eles não vem... ainda bem que você explicou porque isso acontece.... porque a gente ficava sem entender...” De São Borja Elder Harris me ligou outro dia com um zumbido intermitente no ouvido. “Sister... acho que é um mosquito e ele está vivo lá dentro... desde ontem...” Encaminhei ao posto de saúde. A alegria do afogamento do mosquito foi grande quando ele saiu morto junto com o soro... "Sim eu sei que ela e bem pequena... mas foi bem alto na minha cabeza." Mereceu foto!
O melhor de março foi o Seminário de Presidentes de Missão e esposas em São Paulo. Pensávamos que esse tempo já havia chegado ao fim, mas merecemos ainda mais uma chance de ser edificados e inspirados por nossos líderes. Estivemos juntos, os 27 casais mais a Presidência da Área, Presidente Soares, Ellis e Godói. A reunião com as esposas foi muito boa e fiquei feliz pela chance de compartilhar algumas das idéias que me vieram nesse tempo servindo entre aqueles que amo tanto. Além da chance de ver aquela cidade magnética pulsar (aquele gigantismo em tudo me anima, me estimula, pensar que tudo acontece ali me atrái e seduz... sou um pouco paulistana!) adorei a oportunidade de encontrar-me com meus missionários. Não muitos, que o dia e horário eram ingratos, mas quem foi aproveitou e trocamos amor e conselho, conhecemos as namoradas e esposas; até Patrícia Moura, namorada de nosso ainda Elder Rossetti esteve presente!
Diogo ainda está em Cariacica, colhendo muitos frutos, amando o paciente e ponderado companheiro Elder Dial“que é um anjo na minha vida” mas parece que troca de área essa semana. Seguem alguns trechos dos e-mails dele, sempre tão ricos, tão especiais. Sei que o que escreve é uma pequena amostra do tanto que tem experimentado do amor de Deus, mas segue para deleite de vocês como tem sido para nós:
“Tive uma poderosa experiência espiritual essa semana. Na quinta feira, engasguei com um pedaço de frango e lembrei-me de como anos atrás engasguei e não consegui desengasgar. Calmamente, pedi pão à irmã, e fui para o banheiro. Depois de duas tentativas frustradas, senti que minha garganta começava a fechar e que tinha que fazer alguma coisa naquele mesmo instante. Pedi algo diferente de pão, ela me deu banana. Tentei com a banana, mas nada desceu. Fechei a porta do banheiro e desesperado ajoelhei-me no chão. Sabia que o pres Pickett estava no Seminário de Presidente de Missão e que ele não atenderia ao telefone. Sabia que de onde eu estava para um hospital seriam pelo menos 50 minutos de carro. Sabia que tinha plano de saúde, mas que tinha 6 batismos na nossa área para acompanhar naquele dia. Minha mente rapidamente começou a pensar em soluções, divisões, recém conversos com carros e etc. para solucionar o problema. Foi quando orei e recebi a seguinte resposta: tente com papel higiênico! Credo, aquele momento foi horrível. Não hesitei em colocar um bolo de papel na boca e começar a mastigar. Com ânsias de vomito, tentei engolir. O vomito veio e voltou. Não solucionou o problema. Uma voz quase audível me disse então: sente-se na mesa e coma! Obediente, mais uma vez, fui para a mesa e cortei um delicado pedaço de peito de frango, ainda com o gosto do papel higiênico na boca. Já havia tentado engolir de tudo, será que era mesmo para eu sentar na mesa e agir como se estivesse desengasgado? Aquele pedaço pequeno de frango que eu cortei, me desengasgou quando o engoli. Almocei normalmente, muito grato pela instrução e guia que recebi. Como amo meu Salvador!”
“A conversão foi a de Rafael, um rapaz de 18 anos referencia da Dayane. A mãe dele é obreira da univershow e disse que se ele fosse batizado que não era nem para ele voltar em casa, porque ele não seria mais filho dela. Ele então disse que sabia o que era verdade, e que jamais negaria para deus que ele sabia ser verdade. Assim, quando ele saiu para ser ensinado por nós no sábado à tarde, logo antes do batismo, a mãe dele rasgou todas as roupas dele, não deixando nenhuma... ao voltar para casa para trocar de roupa e se arrumar pro batismo, ele encontrou tudo rasgado. Desde calças até camisas e etc. Ligou pra nós desesperado, que já estávamos na capela a uma hora de distancia. Pedimos então para Gleydson, um outro recém converso nosso, buscá-lo e emprestar algumas roupas para ele. Ele foi para casa de Gleydson, tomou banho, colocou uma roupa social e foi batizado. Nossos outros recém conversos levaram ele para comer uma pizza depois do batismo. Foi para casa, enfrentou tudo e todos.”






Nosso amigo Elder Godói fez Mission Tour na sua missão e o entrevistou, mandando depois uma foto novinha dos dois, um presente para um coração saudoso de pais que amam mais que tudo. Tem enfrentado o seu homem natural, que muita gente conhece bem, e relata: “tenho que ser mais moderado em todas as coisas...” ao mesmo tempo que diz “ É isso aí papai... meu treinamento Jedi está no auge...”
Essa semana tivemos o casamento da Fernanda. Depois de 9 anos conosco essa parceria vai chegando ao fim. Ela está muito muito feliz. O casamento civil foi no sábado passado e Dona Emérita e Gilmar Filho já haviam chegado, enchendo a casa. Nessa quinta foi o religioso e a festa que ela fez questão de ter. Estava muito bonita e Nathália, Marjorie, Sara e Karem brilharam como damas de honra. Rodrigo teve a honra de conduzi-la ao altar. Izac é um bom rapaz. O ponto alto foi quando ela numa voz linda cantou para ele, tão emocionado estava... Foi uma prova da boa convivência que é possível ter entre diferentes religiões. A família da mãe do noivo é assembleiana. Eles são da Deus é Amor e tínhamos duas mesas de membros da Igreja, amigos nossos que se tornaram amigos dela. Foi divertido “quebrar” as resistências à nossas plaquetas de missionários e fazê-los enxergar o que sempre tivemos aqui em casa: uma ligação de amor e respeito pelo que Fernanda sempre acreditou. Vamos estranhar, mas a vida é assim mesmo e renovar é uma das grandes chances que Deus nos dá nesse tempo aqui nesse mundo. Daqui a pouco seremos nós, nos renovando... tudo parte de um mesmo plano!



















