Capítulo 27

Está na hora de escrever outro Notícias... Tenho espaçado o tempo e continuo a receber poucos retornos. Alguns sugerem que isso já é um livro... Quem sabe? Estou mesmo descobrindo que gosto muito de escrever.

Parece que ao invés de nos acostumarmos ao ritmo, estamos cada vez mais atarefados... Essa última transferência foi de cinco semanas e isso fez uma diferença enorme. Explico: A primeira semana é quando saem os velhinhos e chegam os novinhos. Temos jantares, entrevistas, reuniões que vão de segunda cedo até quarta no almoço, incluindo a famigerada ida a Rodoviária para ver e atender os que são transferidos na terça dessa semana (sempre pelo menos 30-40 entre transferidos e acompanhantes). Na segunda semana, temos o Conselho de Líderes de Zona. É a reunião com nossos amigos, aqueles que servem mais perto de nós e o ponto alto ainda é cantar “É tarde a noite logo vem” (tradição desde que chegamos) e fazer uma Noite Familiar depois. Sempre preparamos algo interessante. Já tivemos Tapioca (com a Fernanda enlouquecendo de ciúmes da cozinha com a presença da Zeni, potiguar arretada Presidente da Sociedade de Socorro da Estaca aqui), Caldo de feijão e Vaca atolada, Carreteiro de charque, Feijão tropeiro, Galinhada... A brincadeira é sempre uma piada... eles amam porque eu e Presidente entramos de verdade... Arranca Rabo, Nóis vai pegar o trem, biguiri biguiri biguiri bah! , animais (que vocês podem ver no Facebook), e por aí vai. Começa na segunda e vai até terça no almoço. Já é de lei preparar aí nessa tarde as Conferências de Zona , que tomam 3 dias da terceira e quarta semana em viagens para bem longe, numa agenda puxadíssima... 500 km mais 8 horas de treinamentos por dia... hotel para cair na cama e acordar achando que a noite não passou ainda! A quinta semana é a de folga para os outros assuntos e a sexta já envolve a preparação para a transferência, chegada e saída da primeira semana... Ufa!!!! Uma semana a menos e ficamos atolados!

Chegadas: de 24 de março de 2009: Sister Nogueira, Sister Pinkston, Sister Rose, Sister Pedrozo, Elder Queiroz, Elder Bernardo, Elder Luiz, Elder Monteiro, Elder Faccina, Elder Leite, Elder Bury, Elder Tebatini
Chegadas: de 24 de março de 2009: Sister Nogueira, Sister Pinkston, Sister Rose, Sister Pedrozo, Elder Queiroz, Elder Bernardo, Elder Luiz, Elder Monteiro, Elder Faccina, Elder Leite, Elder Bury, Elder Tebatini
Saídas :de 24 de março de 2009: Elder Carreiro, Elder Vigeta, Elder Dickinson, Elder Meneses, Elder Bueno, Elder Carvalho, Sister de Souza, Sister Pomazal, Sister Puckett
Saídas :de 24 de março de 2009: Elder Carreiro, Elder Vigeta, Elder Dickinson, Elder Meneses, Elder Bueno, Elder Carvalho, Sister de Souza, Sister Pomazal, Sister Puckett

No final de março, Domingo, tivemos uma reunião muito legal aqui em Santa Maria. Convidamos 37 casais que se batizaram depois que chegamos e que ainda não foram ao Templo. Desses, 26 apareceram, mais 7 bispos e esposas e os 3 membros da Presidência da Estaca. Convidamos Presidente Brassanini, do Templo de Porto Alegre. Rodrigo falou, o presidente Rubem e Presidente Brassanini também. O sentimento foi muito bom. Ao final, demos de presente a Revista TEMPLOS e partilhamos uma torta de Camobi, muito boa mesmo. Tiramos fotos com cada casal, nós e os Brassanini. E prometemos uma cópia para eles quando nos mandarem a cópia da foto de seu selamento. Muitos bons casais... gente mais qualificada, pronta para ajudar a edificar a Igreja. Isso é o fruto que deixaremos aqui. Ficamos tão animados que faremos outra dessas em Cruz Alta. Presidente Traje animado esperando por nossa visita e dos Brassanini, um casal muito especial.

Saídas de 28 de abril de 2009: Elder Wageman, Elder Ekstrand, Elder Hendriks, Sister Cláudia, Sister Bernardo.
Saídas de 28 de abril de 2009: Elder Wageman, Elder Ekstrand, Elder Hendriks, Sister Cláudia, Sister Bernardo.
Chegadas 28 abril de 2009: Elder Alves, Elder Ramalho, Sister Morris
Chegadas 28 abril de 2009: Elder Alves, Elder Ramalho, Sister Morris

Nas Conferências de Zona ensinamos sobre o Plano de Salvação. Usei um barbante estendido na sala de fora a fora. Mencionei que diante das eternidades de nossas vidas, aquele intervalo representava o que conseguimos saber de nossa vida pré-mortal com Deus, Pai de nossos espíritos, nossa vida terrena e nossa vida depois dessa. Foi muito legal porque deu uma visão bem amarrada dos eventos que já se foram e dos que podemos esperar que cheguem em breve. Todo mundo gostou e elogiou muito. O mais interessante foi descobrir que, à medida que ensinava as idéias iam se concatenando em minha mente, perfazendo um todo coerente e cada vez mais claro. Que privilégio! Aprendi tanto ao ensinar!!! Tantos conceitos revelados a minha mente, esclarecidos, iluminados pelo poder do Santo Espírito. Ao final, perguntei porque achavam que havíamos gasto tempo ensinando o Plano de Felicidade a eles. Lembrei-os que nadaram muito até chegarem onde estão. São poucos os que seguem ao Senhor hoje em dia, todos fomos valentes na pré-existência. Já fizemos muito, não podemos desistir agora. Então concluí: se sabemos que lado vai ganhar, o que importa então? E alguém sempre respondia: “de que lado nós vamos estar!” Essa é a minha mensagem para vocês hoje também. Quero vocês ao meu lado. Vocês são pessoas queridas. Amigos que amo e admiro.

Hoje descobri uma ótima de nosso Elder Tew. É um americano engraçadíssimo, cada vez que me liga foi porque perdeu alguma coisa, mas tem crescido muito. Diz Elder André que saiu com ele há dias e ao bater na porta de uma senhora se apresentando, a mesma respondeu: “Sou Evangélica!” Não se fez de rogado: quando entraram, ensinou toda a lição chamando a mulher de Dona Evangélica... e ela respondia! Às muitas formas de recusarem sua aproximação, desenvolvem outras tantas criativas e divertidas. Em Uruguaiana uma mulher replicou: “Não quero falar com americanos!” E Elder Bueno apontando para o americano Elder Mellor, louro de olhos azuis: “Mas ele é japonês!!! A senhora já conversou com um japonês???” Não, ainda não e abriu a porta, cheia de curiosidade... É muito comum tocarem a campanhia e vir uma criança encomendada anunciando: “mamãe não está” . Velhacos, dizem ao guri: “Vai lá e pergunta a que horas ela volta.” Entram correndo e já perguntando: “Mãe!!!! A que horas você volta???” Outro dia o menino anunciou a ausência da mãe, mas quando a mesma saiu por outro portão lateral, não resistiu e declarou: “Mãe! Eles querem falar com você!” E a mãe: “Guri, eu não sou sua mãe... eu só trabalho aqui, lembra?”... Outra desculpa comum é dizer que está “chaveado” em casa ou que está só “casariando”. Vai ter medo assim de despachar com sinceridade os guris dos mórmons!!! Às vezes fazem contato na rua ao que o traseunte responde: “Eu já falei com vocês. Eu fui “atacado” outro dia por outros dois.” Atacado pra eles é ser abordado. Polícia Rodoviária te ataca, a Brigada ( Polícia Militar) também. Só rindo!

Conselho dos Líderes de Zona de março
Conselho dos Líderes de Zona de março
Conselho dos Líderes de Zona de maio
Conselho dos Líderes de Zona de maio

Mas o ponto alto de nosso mês de Abril foi o encontro com nossos missionários retornados em São Paulo. Na verdade, começou na sexta, quando encontramos Carla (especialmente ida para me ver, grande prova de amor!) na 25 de Março. Precisava mesmo fazer uma compras por lá e aproveitei para comer a melhor Kafta que conheço. A cada vez que vou à “25” , penso que não é lugar para mim, com aquele chão imundo, água suja escorrendo, lixo, camelôs... mas a verdade é que me distraio! E sempre vale a pena. O melhor do dia foi o encontro com amigos queridos à noite. Edson Lopes e Lu (Maria Luiza para os paulistas, que aliás se batizou em 1969 no mesmo dia e mesmo local da mamãe e papai, as famílias sempre perto uma da outra), Saul Oliveira e Elvira (que eu desejava há muito encontrar e marcaram minha vida ), André, meu Elder M Lopes com a irmã Alessandra , cunhado Fábio e sobrinho Gustavo e mais amigos do coração, batismos do Rodrigo – coisa antiga demais, do milênio passado: Margareth Lima Jorge com os filhos Laura e João, a sogra Nilsa com o marido, Magaiver (nunca sei o nome dele verdadeiro...), Cidinha Lima , irmã da Margareth com o marido Fábio e a filha Gabriela mais Douglas e Cristina com as filhas Thabata e a pequenininha. Tem-se que dizer que Margareth foi batizada de um lado de São Paulo e 10 anos depois conheceu o Cássio (que não pôde ir). Um belo dia, discutiam quem teria sido o missionário que os batizara. Surpresa! Ambos batizados pelo único Elder Myrrha que existia na época... Casaram-se e hoje alegram nossas vidas com seu testemunho e fidelidade. Todos esses muito amados e importantes em momentos fundamentais de nossas vidas. Uma delícia ...coisa para se guardar no coração!

Amigos eternos de vários momentos
Amigos eternos de vários momentos
Irmã e filho
Irmã e filho
Muitos filhos!
Muitos filhos!

No sábado desculpem-me os amigos, mas a emoção foi maior. Sempre soube que marcamos a vida de nossos missionários aqui, mas ficava a imaginar o que sobrava depois de tudo... quando tudo fosse passado. Minha surpresa de ter 22 missionários nos encontrando no Templo de São Paulo foi mais do que gratificante. Veio Elder Gatto de Belo Horizonte, Sister dos Santos de Sete Lagoas, Elder Ferreira de Curitiba, Elder Queiroz do Rio de Janeiro, Sister Spressola com a mãe de Ribeirão Preto, Sister Miner de Las Vegas (obviamente já estava no Brasil), Sister Rosa de Campinas, Elder Luis de São José dos Campos e Elder Lazarini de Botucatu. De São Paulo: Sister Queiroz, Sister Freitas, Sister de Souza, Elder Ferracciu, Elder Saturnino, Elder M Lopes, Elder W Ferreira, E Bueno, Elder Fábio, Elder Meneses, Elder Bonifácio, Elder Vigeta, Elder Garon. Os meus sentimentos de alegria e completude foram indescritíveis! Eles se abraçavam, me abraçavam, beijavam, tiraram mil fotos... ficamos em pé por horas e ninguém se mexia para mudar isso. Até que entramos na capela para ver o filme da Missão 2008. Lágrimas e lágrimas com os conversos e fotos de batismos. Ao final, em poucos minutos, falamos de estudo, perseverança e freqüência ao Templo. Daí fomos para o Templo. Éramos 19 de nós na Sala Celestial. Nada mais doce, mais sagrado, mais cheio da esperança na Vida Eterna. São como filhos, sabe... por mais que tentemos deixar isso “baixo”, eu os conheço. Sei de suas limitações, de seu potencial, do quanto já cresceram. Eles serão sempre nossa responsabilidade. Como ensinou-nos Elder Faust: nosso trabalho aqui será medido não pelos batismos que serão feitos nesse tempo, mas quando os netos de nossos missionários estiverem indo para a missão. Lares santificados, centrados no evangelho de amor e doação. Essa é a verdade. E eu sei que esses primeiros anos são essenciais para essa fundação segura.

Três Assistentes/ amigos amados...
Três Assistentes/ amigos amados...
Não poderia imaginar lugar mais sagrado para nos encontrarmos!
Não poderia imaginar lugar mais sagrado para nos encontrarmos!
Três de seis
Três de seis

O bônus do final de semana foi encontrar Gustavo, meu irmão. Estava em Sampa para assistir Noviça Rebelde e foi me ver com a namorada. Gustavo é sempre muito interessado e gentil. Foi bom abraçar Carla e Gu juntos depois de quase 2 anos. Alguns poucos ex missionários não desgrudaram até às 10 e meia da noite: Sister Rosa, Sister Freitas, Elder Gatto e programa de paulistano, fomos ao Shopping. Melhor só poderia ficar quando encontrei no hall do Hotel o Presidente Pickett, Presidente da Missão do Diogo que me deu notícias maravilhosas de meu missionário mais amado. Tudo o que ele falou foi tão bom, tão positivo... desmanchou-se em elogios que sabia serem sinceros por conterem a ponderação de quem conhece a figura que é esse meu filho. Surpreendeu-se com a visita dos parentes no final do ano, mas concluiu: “Não seria isso que tiraria o fogo de Elder Myrrha!!!” Fiquei orgulhosíssima!!! Ao ajoelhar-me para orar, chorei de gratidão a Deus por tudo de bom que tem me dado e feito na minha vida. Com todos os desafios que ainda temos, não posso imaginar maior alegria do que a que temos vivido nesses dias abençoados.

Ao voltarmos de São Paulo encontramos Dona Emerita em Porto Alegre. Veio nos ver pela terceira vez, coisa boa! Aproveitamos sua presença para um passeio agradável com Joaquim Oliveira e Arabela, dois bons amigos que atualmente moram em Livramento. Ele é Coordenador do SEI e também Conselheiro da Missão. Ajudam-nos em tantas coisas... sempre prontos. São bons amigos de quem sentiremos falta com certeza.

Domingo passado, dia das mães, aconteceu-nos algo engraçadíssimo! Havíamos sido convidados para um almoço do prédio, cotizado entre quem quisesse participar. Animados, confirmamos a presença de 5, incluindo Sister Fletcher, missionária sênior que está aqui sozinha. Chegamos rápidos da Igreja, 12:30, imaginando estar atrasados (gaúcho almoça meio dia em ponto – restaurante aqui anuncia: “meio dia, bufê de grelhados” - acredite, se passar do meio dia, vai comer “queimados” , se tiver!) , ainda conferimos com o “moco” do porteiro: a que horas é o almoço? Seguimos para o salão e pensei: quão pouca gente animada nesse prédio... Umas 15 a 20 pessoas, um morador na churrasqueira... imaginei: iam contratar alguém ,mas não deu quórum... Tentei ser gentil, tanta gente desconhecida, mas prédio é assim mesmo... Uma moradora, Vera, professora aposentada da Universidade perguntou: “Vieram fazer uma prece pelas mães?” Respondi: “sim, podemos, mas viemos comer também!” Até que a Irene, moradora com quem tive algum contato (2, além do elevador!), explicou: “Essa aqui é uma festa de família, mas desde já vocês estão convidados e será um grande prazer incluí-los!” Aff! Senti meu rosto queimar, deu-me um calor! Quis sumir, rimos sem graça... todos riram também. Mas ao final, relaxamos e foi um almoço agradável, conversa boa e uma intimidade que ainda não havíamos desenvolvido aqui no Prédio. Mandei flores no dia seguinte, flores sempre consertam as gafes, em agradecimento...

Foto do capítulo 27
Foto do capítulo 27
Foto do capítulo 27

O momento melhor desse dia foi falar com meu Dogo as 7:15 da manhã. Combinou isso no e-mail da semana explicando que dessa forma não atrapalharia seu horário de trabalho durante o dia. Acredita? Fiquei sem saber se como mãe mandava um puxão de orelha, se como missionária, um beijo!!! Está treinando um missionário novinho, Elder Freitas, de Brasília. Prova de grande confiança do Presidente. Está centrado, alegre, é também Líder de Distrito. Tem na sua responsabilidade treinar e motivar outros 5. Fica animadíssimo com isso, sempre precisou de desafios. Interessante ler os relatos que faz ao Presidente Pickett dos treinamentos que provê a cada semana. Vou reconhecendo-me, reconhecendo o Rodrigo... Sinto que está progredindo mesmo. Vai aprender a servir, como os verdadeiros líderes fazem. Outro dia ensinamos a nossos Lzs que eles devem ser os últimos a se servirem, os primeiros a se levantarem para ajudar a organizar as coisas, os primeiros a chegar, os mais prontos a ajudarem. Isso é ser líder a maneira do Senhor. Ele não veio para ser servido, mas para servir. E Diogo segue fazendo a lição de casa: prepara lanchinhos para os missionários seus que seguido à reunião viajam para Quissama, duas horas, sem almoço. É isso aí... essa foi uma das grandes lições que aprendemos com nosso amigo Elder Neil Andersen, lição que mudou nossa vida.

Foto do capítulo 27
Foto do capítulo 27
Foto do capítulo 27
Foto do capítulo 27

Nathália vai bem. Sempre bem. Tem seus dias, mas é de um espírito tão positivo e pra cima que supera com facilidade os desafios da idade. Terminou o bimestre e tem feito muito bem no Colégio Militar, média geral de mais de 9,5! Toda hora fala de como sente a falta do Diogo. Parece que nunca brigaram. Na verdade, ela sente falta também dos rapazes que estavam sempre por perto em BH. Aqui não tem amigos, só amigas... Faz falta pra ela. A correspondência dos dois é de emocionar! Declaram amor eterno, fazem planos de conversas longas, compartilham testemunho de seu aprendizado das coisas de Deus, dão força e incentivo mútuo. Diogo escreveu-lhe: “aproveite, não é sempre que você vai ter o Presidente da Missão em casa... como eu queria ser mais próximo do meu presidente!” O melhor é que tenho sentido ela mais perto de mim, somos mais amigas agora e sei que parte disso veio de minha grande amizade com Diogo. Ela passou a confiar mais. Veio também do interesse crescente dela pelo aprendizado e progresso intelectual, compartilhamos conhecimento. Acho que sou boa em instigar isso. Que bom!

Nat está indo na Tirzar, uma fisioterapeuta de RPG que atendeu Diogo por umas 4 -5 vezes no breve período em que ele esteve aqui. Logo que entramos na sala a primeira vez ela falou: “E como vai o Diogo? Ele está bem no Rio de janeiro? E como está sua mãe? Ela sarou?” E afirmou: “quase todos os dias eu me lembro dele.... por um motivo ou outro...” Imagina a capacidade desse menino de marcar as pessoas!! Isso é um dom e espero que ele esteja aprendendo a ser grato por ele, buscando usá-lo para o benefício de outros.

Foto do capítulo 27

Outro dia recebi um scrap no Orkut que reflete um pouco o que pensam de mim. Elder Roberto, já retornado, de Belém, agradecendo algum favor que fiz a ele: “Às vezes eu acho que você é uma projeção de mãe perfeita das nossas imaginações!! hehehe...É verdade...todos os missionários da missão que o digam!! Diz pra eles que eu falei isso,mas tem que ser numa ocasião onde tiver um monte deles juntos!!” Claro que é uma grande alegria, mas por vezes dou-me conta do peso da responsabilidade. Hoje ouvi de um rapaz já casado de nossa Ala aqui: “poderia ser para sempre jardineiro na casa de meu presidente, só para ficar por perto!” Esse é o poder que temos nas mãos, de moldar vidas, de influenciar para o bem. Um poder grande a ser usado com muiiiita responsabilidade. São tantos que procuram conselho, conforto, que se espelham em nós. Ouvi de um cearense que vai embora daqui a menos de um Mês: “Sister Myrrha, quero achar uma mulher tão boa quanto a senhora!!!!” Afff! Se ele soubesse de meus defeitos, meus ciúmes, minhas manias, minha impaciência, meu... deixa pra lá!!!

Escrevo pensando em compartilhar um tempo que nos tem sido muito especial. Espero que gostem. Beijos a cada um.